LETREIRO DE RECADOS

Semana de prova de 01 à 05 de setembro. ESTUDE!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Olimpíadas de Londres - Sarah Menezes é OURO

         A primeira medalha de ouro do Brasil em Londres veio com um feito histórico. A judoca piauiense Sarah Menezes venceu a romena Alina Dumitru na final da categoria até 48 kg e assegurou uma conquista inédita para o judô feminino do Brasil em Jogos Olímpicos.


Video da Luta: Sarah Menezes conquista ouro


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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Olimpíadas de Londres 2012



As Olimpíadas de Londres 2012 começam oficialmente no dia 27 de julho, mas para os ingleses o maior evento esportivo do mundo teve início antes mesmo das Olimpíadas de Pequim em 2008. No dia 6 de junho de 2005, a capital da Inglaterra foi escolhida sede dos jogos olímpicos de 2012, ao vencer a disputa contra Madri, Moscou, Nova Iorque e Paris. Até a abertura, foram sete anos de muitas obras, treinamento e planejamento.
 
Embora o evento seja conhecido como as Olimpíadas de Londres, outras cidades da Grã-Bretanha também irão receber jogos, as subsedes do evento são: Manchester, Coventry, Newcastle, Glasgow e Cardiff, que receberão partidas de futebol, além de Portland, Buckinghamshire e Essek, onde está localizado o Castelo de Hadleigh. Outra peculiaridade envolvendo o futebol é que as partidas começam antes da abertura oficial devido à quantidade de jogos e o tempo para recuperação dos atletas. A seleção brasileira masculina, por exemplo, estreia dia 26 de julho contra o Egito.


 Modalidades disputadas nas Olimpíadas de Londres


O Brasil terá participação nas Olimpíadas de Londres em 32 modalidades sendo elas: atletismo, basquetebol, boxe, canoagem (slalom e velocidade), ciclismo (BMX, estrada e montanha), esgrima, futebol, ginástica artísitica, handebol, halterofilismo, hipismo (adestramento, CCE e saltos), judô, luta olímpica, nado sincronizado, natação, pentatlo moderno, remo, saltos ornamentais, taekwondo, tênis, tênis de mesa, tiro com arco, tiro esportivo, triatlo, vela, voleibol e voleibol de praia.

Ao todo, 204 nações estarão presentes nas Olimpíadas de Londres disputando medalhas em 36 modalidades (imagem acima). Em relação aos jogos olímpicos de 2008, foram excluídos o beisebol e o softbol.  Aproximadamente 16 mil atletas são esperados para os jogos, isso sem contar os treinadores, fisioterapeutas, dirigentes e demais profissionais que formam uma delegação olímpica. O Brasil estará presente em Londres com 259 atletas, menos da metade da maior delegação, a da Grã-Bretanha, com 542.

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) definiu que a delegação brasileira, que participará das Olimpíadas de Londres, será composta por 259 atletas. Serão 136 homens e 123 mulheres que disputarão 32 modalidades olímpicas. 

 Mascotes e Medalhas

Em todas as edições de jogos olímpicos e paraolímpicos são escolhidos mascotes para representar a sede. No caso de Londres 2012, foram escolhidos dois mascotes, Wenlock e Mandeville, que representam gotas de aço da cidade industrial de Bolton. O nome Wenlock vem da cidade de Munch Wenlock, onde ainda no século XIX eram realizadas competições que teriam influenciado a primeira Olimpíada da Era Moderna em 1896, em Atenas. Já Mandeville vem da vila de Stoke Mandeville, que recebeu competições para portadores de deficiência em 1948, no mesmo dia da abertura das Olímpiadas de Londres daquele ano.
 
As medalhas dos Jogos Olímpicos Londres 2012 são as maiores e as mais pesadas da história dos Jogos Olímpicos, elas pesam entre 375 e 400 gramas e possuem 85 milímetros de diâmetro. Na parte da frente da medalha tem a Deusa Nike, que está ligada a vitória, deixando Parthenon rumo a sede olímpica. Já no verso na medalha tem o desenho de um anfiteatro, linhas geométricas que simboliza energia sendo irradiada, como sendo o esforço conjunto dos atletas e o rio Tâmisa, entre outros símbolos.
Jogos Olímpicos Londres 2012 - Medalha

Os jogos Olímpicos de Londres encerrarão no dia 12 de agosto de 2012. Próxima parada, Rio 2016!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Luiz Gonzaga - Biografia Parte II

             

Luiz Gonzaga - Rei do Baião


Luiz Gonzaga
Luiz Gonzaga - Rei do Baião
 Foto: Mário Luiz Thompson

              Luiz Gonzaga aprendeu a ter gosto pela música ouvindo as apresentações de músicos nordestinos em feiras e em festas religiosas. Quando migrou para o sul, fez de tudo um pouco, inclusive tocar em bares de beira de cais. Mas foi exatamente aí que ouviu um cabra lhe dizer para começar a tocar aquelas músicas boas do distante nordeste. Pensando nisso compôs dois chamegos: "Pés de Serra" e "Vira e Mexe". Sabendo que o rádio era o melhor vínculo de divulgação musical daquela época (corria o ano de 1941) resolveu participar do concurso de calouros de Ary Barroso onde solou sua música “ Vira e Mexe” e ganhou o primeiro prêmio. Isso abriu caminho para que pudesse vir a ser contratado pela emissora Nacional.

              No decorrer destes vários anos, Luiz Gonzaga foi simbolizando o que melhor se tem da música nordestina. Ele foi o primeiro músico assumir a nordestinidade representada pela a sanfona e pelo chapéu de couro. Cantou as dores e os amores de um povo que ainda não tinha voz.

              Nos seus vários anos de carreira nunca perdeu o prestígio, apesar de ter se distanciado do palco várias vezes. Os modismos e os novos ritmos desviaram a atenção do público, mas o Liiz Gonzaga nunca teve seu brilho diminuído. Quando morreu em 1989 tinha uma carreira consolidada e reconhecida. Ganhou o prêmio Shell de Música Popular em 87 e tocou em Paris em 85. Seu som agreste atravessou barreiras e foi reconhecido e apreciado pelo povo e pela mídia. Mesmo tocando sanfona, instrumento tão pouco ilustre. Mesmo se vestindo como nodestino típico (como alguns o descreviam: roupas de bandido de Lampião). Talvez por isso tudo tenha chegado onde chegou. Era a representação da alma de um povo...era a alma do nordeste cantando sua história...E ele fez isso com simplicidade e dignidade. A música brasileira só tem que agradecer...
Tatiana Rocha
Pesquisa feita pelos alunos da turma 1.402. Mais informações:

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Baião

Danças e Músicas

Baião é um ritmo de dança da região Nordeste do Brasil, derivado de um tipo de lundu, denominado "baiano".  É muito popular na região Nordeste e Norte do Brasil.

Foi na década de 1940 que o baião tornou-se popular, através dos músicos Luiz Gonzaga (conhecido como o “rei do baião”) e Humberto Teixeira (“o doutor do baião”).

O baião utiliza muito os seguintes instrumento musicais: viola caipira, sanfona, triângulo, flauta doce e acordeon. Os sons destes instrumentos são intercalados ao canto. A temática do baião é o cotidiano dos nordestinos e as dificuldades da vida.

O baião recebeu, na sua origem, influências das modas de viola, música caipira e também de danças indígenas.

Grandes sucessos do baião:
- Asa Branca - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
- Baião de Dois - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
- Mulher Rendeira – Zé do Norte
- Boi Bumbá – Gonzaguinha e Luiz Gonzaga
- Baião da Penha - David Nasser e Guio de Morais



Mulher Rendeira – Zé do Norte


Olé, Mulher Rendeira,
Olé mulhé rendá
Tu me ensina a fazer renda,
eu te ensino a namorá.
Olé, Mulher Rendeira,
Olé mulhé rendá,
Tu me ensina a fazer renda,
Que eu te ensino a namorá.(2x)
Lampião desceu a serra
Deu um baile no Cajazeiras
Botou as moças donzelas
Pra cantar "mulher rendeira"
As moçá de Vila Bela
Não tem mais ocupação
Sé que fica na janela
Namorando Lampião
Olé, Mulher Rendeira,
Olé mulhé rendá,
Tu me ensina a fazer renda,
Que eu te ensino a namorar.
Olé, Mulher Rendeira,
Olé mulhé rendá,
Tu me ensina a fazer renda,
Que eu te ensino a namorar.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Luiz Gonzaga - Biografia




 
             Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912 - Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o Rei do Baião.
Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções: Baião (1946), Asa Branca (1947), Siridó (1948), Juazeiro (1948), Qui Nem Jiló (1949) e Baião de Dois (1950)


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Aprendendo com o nordeste do país

No mês de junho iniciamos a realização do Projeto midiaeducativo "Aprendendo com o nordeste do país"  que foi planejado pela Coordenadora Catia Maria da Escola Municipal IV Centenário e pretende discutir com os alunos a importância da leitura e escrita , através do conhecimento da cultura nordestina
O tema foi escolhido por ser um assunto pertinente a formação da população que vive na comunidade da Maré , por sua riqueza em músicas, danças e culinária , por estarmos comemorando cem anos do nascimento do cantor e compositor LUIZ GONZAGA e por poder ser pesquisado em diversas mídias.
Como os alunos apresentam dificuldades na leitura e produção de textos, o assunto permitirá que eles entrem em contato com textos variados através de diferentes mídias, dando suporte para o desenvolvimento de sua produção textual oral e escrita , melhorando sua leitura e ampliando sua cultura. Portanto, a execução do projeto irá ajuda-los de forma prazerosa a desenvolver as habilidades em que apresentam maior dificuldade, através de uma proposta com base no uso de diferentes mídias.  Estarão envolvidos no projeto o Coordenador Pedagógico que será o Coordenador do Projeto, o professor da turma que será o Orientador, um professor de dança , ( cedido pela Vila olímpica da Maré ), o professor de Sala de Leitura e as estagiárias de informática, que farão o suporte técnico e os alunos que irão executar o Projeto .
A execução do Projeto irá ajudá-los a participar ativamente do processo  transformador que a comunicação passa, através do diálogo das diferentes mídias com a sociedade. 
A escola não pode ficar fora desta dinâmica e utilizará estes recursos para ajudar na alfabetização de seus alunos.
Competências:
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle.
Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros.
Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo.
Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros.
O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado”.
Rubem Alves
Com o objetivo de encorajar o vôo dos alunos , o projeto vem propor o uso das diferentes formas de linguagem verbal (oral e escrita ), buscando o desenvolvimento e domínio da língua, capacitando-o para uma atuação construtiva e transformadora na sociedade em que vive.


    

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Rio, Patrimônio da Humanidade




Com suas belezas naturais e a intervenção criativa do homem em sua paisagem urbana, o Rio encanta a todos que o visitam. Neste momento em que a cidade, foi ou será sede de importantes eventos como a Rio+20, realizada no mês de junho/2012, a Jornada Mundial da Juventude Católica em 2013, Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, é motivo de orgulho e um estímulo ser a primeira cidade eleita, pela UNESCO, Patrimônio da Humanidade como paisagem cultural urbana. 
Nós da turma 1.402 damos os PARABÉNS a cidade e a todos os cariocas.

Trabalhos da turma 1.402 em homenagem a CIDADE MARAVILHOSA



  


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Comidas típicas


Comidas típicas 

Toda Festa Junina deve contar com os pratos típicos, pois eles fazem parte da tradição desta importante festa da cultura popular brasileira. São doces, salgados e bebidas que estão relacionados, principalmente, à cultura do campo e da região interior do Brasil.  

Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitas deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos. 

Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

As principais bebidas e comidas de Festa Junina:

- Arroz Doce
- Bolo de Milho Verde
- Baba de moça          
- Pipoca
- Curau
- Pamonha
- Canjica
- Milho Cozido
- Suco de milho verde 
- Biscoito de Polvilho            
- Batata Doce Assada 
- Bolo de Fubá 
- bom-bocado
- Broa de Fubá
- Cocada 
- Cajuzinho 
- Doce de Abóbora
- Doce de batata-doce
- Maria-mole
- Pastel Junino
- Pé de moleque
- Pinhão
- Cuzcuz 
- Quebra Queixo
- Quindim
- Rosquinhas de São João 
- Vinho Quente
- Suspiro
- Quentão (bebida feita com gengibre, pinga e canela)                           -


Músicas de Festa Junina


Músicas de Festa Junina 
As letras das músicas mais famosas de Festa Junina


CAPELINHA DE MELÃO
autor: João de Barros e Adalberto Ribeiro
 
Capelinha de melão
é de São João.
É de cravo, é de rosa, é de manjericão.

São João está dormindo,
não me ouve não.
Acordai, acordai, acordai, João.


 



PEDRO, ANTÔNIO E JOÃO
autor: Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago
 
Com a filha de João
Antônio ia se casar,
mas Pedro fugiu com a noiva
na hora de ir pro altar.

A fogueira está queimando,
o balão está subindo,
Antônio estava chorando
e Pedro estava fugindo.

E no fim dessa história,
ao apagar-se a fogueira,
João consolava Antônio,
que caiu na bebedeira.


BALÃOZINHO 

Venha cá, meu balãozinho.
Diga aonde você vai.
Vou subindo, vou pra longe, vou pra casa dos meus pais.
 

Ah, ah, ah, mas que bobagem.
Nunca vi balão ter pai.
Fique quieto neste canto, e daí você não sai.


Toda mata pega fogo.
Passarinhos vão morrer.
Se cair em nossas matas, o que pode acontecer.
Já estou arrependido.
Quanto mal faz um balão.

Ficarei bem quietinho, amarrado num cordão.





SONHO DE PAPEL
autor: Carlos Braga e Alberto Ribeiro

O balão vai subindo, vem caindo a garoa.
O céu é tão lindo e a noite é tão boa.
São João, São João!
Acende a fogueira no meu coração.

Sonho de papel a girar na escuridão
soltei em seu louvor no sonho multicor.
Oh! Meu São João.

Meu balão azul foi subindo devagar
O vento que soprou meu sonho carregou.
Nem vai mais voltar. 

 
CAI, CAI, BALÃO
Cai, cai, balão.


Cai, cai, balão.
Aqui na minha mão.
Não vou lá, não vou lá, não vou lá.
Tenho medo de apanhar.






  PULA A FOGUEIRA
Autor: João B. Filho

Pula a fogueira Iaiá, 
pula a fogueira Ioiô.
Cuidado para não se queimar.
Olha que a fogueira já queimou o meu amor.

Nesta noite de festança
todos caem na dança
alegrando o coração.
Foguetes, cantos e troca na cidade e na roça
em louvor a São João.

Nesta noite de folguedo
todos brincam sem medo
a soltar seu pistolão.
Morena flor do sertão, quero saber se tu és
dona do meu coração.





Noites de junho                                                                                Olha Pro Céu Meu Amor
Autor: João de Barro e Alberto Ribeiro                 Autores: José Fernandes e Luiz Gonzaga

Noite fria tão fria de junho                                                                       
Olha pro céu meu amor
Os balões para o céu vão subindo                                                          Veja como ele está lindo
Entre as nuvens aos poucos sumindo                                               Olha pra'quele balão multicor
Envoltos num tênue véu                                                                      Que lá no céu vai sumindo
Os balões devem ser com certeza                                                                                             
As estrelas aqui desse mundo                                                                            Foi numa noite
As estrelas do espaço profundo                                                                               Igual a esta
São os balões lá do céu                                                                                   Que tu me deste
Balão do meu sonho dourado                                                                               O teu coração
Subiste enfeitado, cheinho de luz                                                                           O céu estava
Depois as crianças tascaram                                                                           Todinho em festa
Rasgaram teu bojo de listas azuis                                                      Pois era noite de São João
E tu que invejando as estrelas                                                                        Havia balões no ar 
Sonhavas ao vê-las ser astro no céu                                                          
Xote e baião no salão
Hoje, balão apagado, acabas rasgado                                                     E no terreiro o seu olhar
Em trapos ao léu.                                                                            Que incendiou meu coração

 



Isto é Lá Com Santo Antônio
Autor: Lamartine Babo 

Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
São João disse que não!
São João disse que não!
Isto é lá com Santo Antônio!
Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isto é lá com Santo Antônio!
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
São João ficou zangado
São João só dá cartão
Com direito a batizado
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Disse o velho num sorriso:
Minha gente, eu sou chaveiro!
Nunca fui casamenteiro!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ritmos e danças típicas das festas juninas


Ritmos e danças típicas das festas juninas

Quadrilha - De origem francesa, a quadrilha era uma dança típica que celebrava os casamentos da aristocracia européia. Dançada em pares, já era praticada no Brasil desde 1820 e foi se popularizando desde então. Os tecidos finos da nobreza francesa deram lugar à chita, tecido mais barato e acessível, e o casamento nobre foi adaptado a uma encenação.
O enredo da união caipira é geralmente o mesmo: a noiva, que geralmente está grávida, é obrigada a casar pelos pais e o noivo recusa, sendo preciso a intervenção da polícia para que o caso se resolva. A quadrilha, como era no começo do século XIX, é realizada como comemoração do casório.
A mudança dos passos é anunciada por um locutor ao som do forró. Existem, hoje, as chamadas quadrilhas estilizadas com passos marcados e coreografias ensaiadas (que mais parecem aulas de ginástica aeróbica) e criadas exclusivamente para uma determinada música.

 

Forró - Existem duas atribuições para a origem do nome forró. Uma delas é que corresponda etimologicamente ao termo forrobodó, que - na linguagem do caipira brasileiro - quer dizer festança ou baile popular onde há grande animação, fartura de comida e bebida e muita descontração. A outra é ao termo inglês for all (para todos), usado para designar festas feitas nas bases americanas no Nordeste, na época da Segunda Guerra Mundial, e que eram abertas ao público, ou seja, “for all” e a pronúncia local transformou a expressão em forró. A música é tocada à base da sanfona, da zabumba e do triângulo, conhecida como arrasta-pé ou pé-de-serra, sendo esta última considerada a versão mais autêntica. O ritmo sofreu algumas variações e atualmente alguns músicos incorporaram o baixo, a guitarra e a bateria às suas melodias.]

 

Baião - Acredita-se que a palavra baião tenha surgido de bailão, fazendo alusão a "baile grande". Esta dança popular do século XIX permite a improvisação, sendo mais rápido do que o xote que a torna mais viva.
A habilidade nos pés é maior, exigindo movimentos mais velozes do corpo. Os passos são acompanhados por palmas, estalos de dedos e "umbigadas". A marcação da dança segue a musicalidade dos cocos e da sanfona.

Luiz Gonzaga "O Rei do Baião"


Fonte: © Hotsite São João Pernambuco.com