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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Comidas típicas


Comidas típicas 

Toda Festa Junina deve contar com os pratos típicos, pois eles fazem parte da tradição desta importante festa da cultura popular brasileira. São doces, salgados e bebidas que estão relacionados, principalmente, à cultura do campo e da região interior do Brasil.  

Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitas deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos. 

Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

As principais bebidas e comidas de Festa Junina:

- Arroz Doce
- Bolo de Milho Verde
- Baba de moça          
- Pipoca
- Curau
- Pamonha
- Canjica
- Milho Cozido
- Suco de milho verde 
- Biscoito de Polvilho            
- Batata Doce Assada 
- Bolo de Fubá 
- bom-bocado
- Broa de Fubá
- Cocada 
- Cajuzinho 
- Doce de Abóbora
- Doce de batata-doce
- Maria-mole
- Pastel Junino
- Pé de moleque
- Pinhão
- Cuzcuz 
- Quebra Queixo
- Quindim
- Rosquinhas de São João 
- Vinho Quente
- Suspiro
- Quentão (bebida feita com gengibre, pinga e canela)                           -


Músicas de Festa Junina


Músicas de Festa Junina 
As letras das músicas mais famosas de Festa Junina


CAPELINHA DE MELÃO
autor: João de Barros e Adalberto Ribeiro
 
Capelinha de melão
é de São João.
É de cravo, é de rosa, é de manjericão.

São João está dormindo,
não me ouve não.
Acordai, acordai, acordai, João.


 



PEDRO, ANTÔNIO E JOÃO
autor: Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago
 
Com a filha de João
Antônio ia se casar,
mas Pedro fugiu com a noiva
na hora de ir pro altar.

A fogueira está queimando,
o balão está subindo,
Antônio estava chorando
e Pedro estava fugindo.

E no fim dessa história,
ao apagar-se a fogueira,
João consolava Antônio,
que caiu na bebedeira.


BALÃOZINHO 

Venha cá, meu balãozinho.
Diga aonde você vai.
Vou subindo, vou pra longe, vou pra casa dos meus pais.
 

Ah, ah, ah, mas que bobagem.
Nunca vi balão ter pai.
Fique quieto neste canto, e daí você não sai.


Toda mata pega fogo.
Passarinhos vão morrer.
Se cair em nossas matas, o que pode acontecer.
Já estou arrependido.
Quanto mal faz um balão.

Ficarei bem quietinho, amarrado num cordão.





SONHO DE PAPEL
autor: Carlos Braga e Alberto Ribeiro

O balão vai subindo, vem caindo a garoa.
O céu é tão lindo e a noite é tão boa.
São João, São João!
Acende a fogueira no meu coração.

Sonho de papel a girar na escuridão
soltei em seu louvor no sonho multicor.
Oh! Meu São João.

Meu balão azul foi subindo devagar
O vento que soprou meu sonho carregou.
Nem vai mais voltar. 

 
CAI, CAI, BALÃO
Cai, cai, balão.


Cai, cai, balão.
Aqui na minha mão.
Não vou lá, não vou lá, não vou lá.
Tenho medo de apanhar.






  PULA A FOGUEIRA
Autor: João B. Filho

Pula a fogueira Iaiá, 
pula a fogueira Ioiô.
Cuidado para não se queimar.
Olha que a fogueira já queimou o meu amor.

Nesta noite de festança
todos caem na dança
alegrando o coração.
Foguetes, cantos e troca na cidade e na roça
em louvor a São João.

Nesta noite de folguedo
todos brincam sem medo
a soltar seu pistolão.
Morena flor do sertão, quero saber se tu és
dona do meu coração.





Noites de junho                                                                                Olha Pro Céu Meu Amor
Autor: João de Barro e Alberto Ribeiro                 Autores: José Fernandes e Luiz Gonzaga

Noite fria tão fria de junho                                                                       
Olha pro céu meu amor
Os balões para o céu vão subindo                                                          Veja como ele está lindo
Entre as nuvens aos poucos sumindo                                               Olha pra'quele balão multicor
Envoltos num tênue véu                                                                      Que lá no céu vai sumindo
Os balões devem ser com certeza                                                                                             
As estrelas aqui desse mundo                                                                            Foi numa noite
As estrelas do espaço profundo                                                                               Igual a esta
São os balões lá do céu                                                                                   Que tu me deste
Balão do meu sonho dourado                                                                               O teu coração
Subiste enfeitado, cheinho de luz                                                                           O céu estava
Depois as crianças tascaram                                                                           Todinho em festa
Rasgaram teu bojo de listas azuis                                                      Pois era noite de São João
E tu que invejando as estrelas                                                                        Havia balões no ar 
Sonhavas ao vê-las ser astro no céu                                                          
Xote e baião no salão
Hoje, balão apagado, acabas rasgado                                                     E no terreiro o seu olhar
Em trapos ao léu.                                                                            Que incendiou meu coração

 



Isto é Lá Com Santo Antônio
Autor: Lamartine Babo 

Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
São João disse que não!
São João disse que não!
Isto é lá com Santo Antônio!
Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isto é lá com Santo Antônio!
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
São João ficou zangado
São João só dá cartão
Com direito a batizado
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Disse o velho num sorriso:
Minha gente, eu sou chaveiro!
Nunca fui casamenteiro!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ritmos e danças típicas das festas juninas


Ritmos e danças típicas das festas juninas

Quadrilha - De origem francesa, a quadrilha era uma dança típica que celebrava os casamentos da aristocracia européia. Dançada em pares, já era praticada no Brasil desde 1820 e foi se popularizando desde então. Os tecidos finos da nobreza francesa deram lugar à chita, tecido mais barato e acessível, e o casamento nobre foi adaptado a uma encenação.
O enredo da união caipira é geralmente o mesmo: a noiva, que geralmente está grávida, é obrigada a casar pelos pais e o noivo recusa, sendo preciso a intervenção da polícia para que o caso se resolva. A quadrilha, como era no começo do século XIX, é realizada como comemoração do casório.
A mudança dos passos é anunciada por um locutor ao som do forró. Existem, hoje, as chamadas quadrilhas estilizadas com passos marcados e coreografias ensaiadas (que mais parecem aulas de ginástica aeróbica) e criadas exclusivamente para uma determinada música.

 

Forró - Existem duas atribuições para a origem do nome forró. Uma delas é que corresponda etimologicamente ao termo forrobodó, que - na linguagem do caipira brasileiro - quer dizer festança ou baile popular onde há grande animação, fartura de comida e bebida e muita descontração. A outra é ao termo inglês for all (para todos), usado para designar festas feitas nas bases americanas no Nordeste, na época da Segunda Guerra Mundial, e que eram abertas ao público, ou seja, “for all” e a pronúncia local transformou a expressão em forró. A música é tocada à base da sanfona, da zabumba e do triângulo, conhecida como arrasta-pé ou pé-de-serra, sendo esta última considerada a versão mais autêntica. O ritmo sofreu algumas variações e atualmente alguns músicos incorporaram o baixo, a guitarra e a bateria às suas melodias.]

 

Baião - Acredita-se que a palavra baião tenha surgido de bailão, fazendo alusão a "baile grande". Esta dança popular do século XIX permite a improvisação, sendo mais rápido do que o xote que a torna mais viva.
A habilidade nos pés é maior, exigindo movimentos mais velozes do corpo. Os passos são acompanhados por palmas, estalos de dedos e "umbigadas". A marcação da dança segue a musicalidade dos cocos e da sanfona.

Luiz Gonzaga "O Rei do Baião"


Fonte: © Hotsite São João Pernambuco.com

terça-feira, 3 de julho de 2012

Tradições da Festa Junina


Tradições 

As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.

Principais tradições da Festa Junina

Fogueiras de São João - De origem européia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.
A luz proporcionada pela fogueira simboliza a proteção. É um dos principais símbolos da Festa Junina, pois os eventos ocorrem ao redor dela. A fogueira também proporciona calor, de grande importância no mês de junho em função das baixas temperaturas.

 

Balões - Tradição trazida pelos portugueses e está relacionada ao uso das fogueiras nas festas juninas. Em Portugal, soltavam 5 balões para anunciar o início da festa de São João. Embora ainda sejam considerados símbolos das festas juninas, os balões estão proibidos por lei no Brasil em função do risco de incêndio que oferecem.  Em muitas festas juninas são usados apenas como elementos decorativos.

 

Bandeirinhas - Toda festa junina tem que ter as famosas e tradicionais bandeirinhas coloridas. Enfileiradas e amarradas em barbantes, são espalhadas pela área (partes altas) onde ocorre a festa. Deixam a festa colorida e animada.

 Quadrilha - Tem origem numa dança popular realizada por camponeses europeus durante a Idade Média. Foi trazida para o Brasil no século XIX, onde se fundiu com danças e tradições culturais brasileiras. A dança de quadrilha é um dos momentos mais importantes das Festas Juninas. Representam de forma animada, os principais aspectos da vida no meio rural. Os personagens simbolizam algumas das principais figuras da sociedade rural. São eles: padre, noivo, noiva, pais do noivo, pais da noiva, madrinhas, padrinhos, delegado, sacristão, entre outros.

 

Informações retiradas dos sites abaixo:


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Origem da Festa Junina



 

Existem duas explicações para o termo: Festa Junina.

1.     A primeira explicação é que surgiu em função das festividades que ocorrem durante o mês de junho Os primeiros registros das festas juninas datam do século XII em uma região da França, onde era celebrado o mais longo dia do ano, que acontece dia 22 ou dia 23 de junho, e que era chamado de solstícios de verão, que coincidiam com o início das colheitas. Era uma festa pagã.

2.    Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

No Brasil, recebeu o nome de junina porque acontece no mês de junho. As festas juninas chegaram ao Brasil através dos portugueses, mescladas aos costumes franceses que se incorporaram na Europa, e aqui em nossa terra ela sofreu o processo de aculturamento, tornando-se a alegre festa tão conhecida de todos os brasileiros de norte a sul do país.
 
Elas são na sua essência multiculturais, embora o formato com que hoje as conhecemos tenha tido origem nas festas dos santos populares em Portugal: Festa de Santo Antônio, Festa de São João e a Festa de São Pedro e São Paulo principalmente.
A música e os instrumentos usados, cavaquinho, sanfona, triângulo ou ferrinhos, reco-reco, etc, estão na base da música popular e folclórica portuguesa e foram trazidos para o Brasil pelos povoadores e imigrantes portugueses. As roupas 'caipiras' são uma clara referência ao povo campestre, que povoou principalmente o nordeste do Brasil e muitíssimas semelhanças se podem encontrar no modo de vestir 'caipira' tanto no Brasil como em Portugal.
Do mesmo modo, as decorações com que se enfeitam os arraiais tiveram o seu início em Portugal com as novidades que na época dos descobrimentos os portugueses levavam da Ásia, enfeites de papel, balões de ar quente e pólvora por exemplo.
 “... Ninguém matava ninguém morria / Nas trincheiras da alegria / O que explodia era o amor." A festa junina é assim mesmo como Moraes Moreira a descreve. Tudo acaba bem. Mas para quem resolve brincar com fogo nem sempre o final é feliz. Saltar fogueiras, driblar busca-pés e soltar balões já estragou a folia de muita gente. A destruição pode ser maior se o balão atingir a mata e provocar incêndios, especialmente em anos de prolongada estiagem como este.
Quando Isabel acendeu a fogueira e hasteou uma bandeirinha para anunciar o nascimento de seu filho, São João, a fogueira era sinal de bom presságio. Hoje, os guardas florestais se inquietam: onde há fogueira, há balões. Por isso, desde 1965, soltar balões é crime previsto pelo Código Florestal. Quem trocar os balões por inofensivas bombinhas e traques merece aquela prenda que está lá no alto do pau-de-sebo.
 
As festas juninas são também um retrato das contribuições culturais de cada povo à cultura brasileira. Para fazer uma festa junina, deve-se cumprir à risca a seguinte receita:
*       Comemore as festas juninas conforme os moldes portugueses, isto é, celebre-as em três devotas prestações: 13 de junho, Santo Antônio; 29 de junho, São Pedro, primeiro papa - a "pedra" em que se fundou a Igreja Católica; e, por fim, 24 de junho, São João Batista, primo de Jesus responsável por seu batismo. Desde o século XIII, a festa de São João portuguesa, chamada "joanina", incluiu os dois outros santos.
*       Adicione uma colher de chá de tradição francesa. As quadrilhas são inspiradas em bailes rurais da França do século XVIII, em cujas coreografias os casais se cumprimentavam e trocavam de pares. Essas danças desembarcaram com a família real portuguesa em 1808. Até hoje, em alguns lugares, as evoluções são orientadas por palavras francesas aportuguesadas: promenade (passeio), changê (trocar), anavam (em frente), anarriê (para trás).
*       Para dar sabor, o toque final: culinária tipicamente indígena, com comidas feitas à base de milho - espigas cozidas, pamonha, canjica e bolo de fubá -, mandioca e coco. 


 Informações retiradas dos sites abaixo: